Conversa com cristina gebran, no facebook, maio de 2026.
A conversa ocorreu após uma postagemdo Fernando Veloso, pai da Cristina.
Estudei em escola pública, lembro com saudades de professores e professora maravilhosas. Quanta paixão! Mas naquele tempo o PT ainda não analfabetizava professores. Naquele tempo nenhum professor fazia proselitismo em sala de aula. vez ou outra a gente ouvia um ou outro falando na repressão política da época. Mas não levavam o assunto para as salas de aula.
Mas é preciso dar um desconto. A partir de um momento surgiram as aulas de Moral e Civismo. E na porta de cada colégio o Estado colocou um policial militar para "segurança". Esse polícia, um dia, foi colocado em sala de aula para fazer o horário de um professor que faltou. A gurizada era educadinha, mas falavam alto, esse guarda resolveu puxar a arma e apontar para os alunos pedindo silêncio. Minha reação foi fazer uma série de tiras em quadrinhos criticando a situação. As tiras foram parar na diretoria da escola. E acabaram nas mãos da querida professora de história Maria Auxiliadora. Ela pegou essas tiras e mostrou para alunos seus na PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná, onde também lecionava, eram alunos de jornalismo e no momento produziam um jornal estudantil. Foi assim que cai na vida das artes e fiz amigos para todo o sempre. Deu para ver que os tempos eram outros.
Meus filhos estudaram em escola particular, são homens formados. Meu neto estuda em escola particular. Dessas escolas, nunca soube de nada em relação à agressividade de alunos.
Por outro, tenho amigos e amigas que lecionam em escolas públicas, contam que não há mais disciplina - e diante da menor exigência, quem acaba punido é o professor.
Print da conversa com a amiga Cristina Gebran.
Fonte: Facebook.